"E um dia depois da tempestade, quando menos você pensa, sai o sol". Quando Shakira cantou o refrão de "Sale El Sol", a chuva insistente que caía sob as 53 mil pessoas no Estádio do Morumbi, em São Paulo, na noite deste sábado (19), havia cessado. E, quando o público menos esperava, quem brilhou no palco foi a estrela colombiana, em meio a uma festa panamericana de sons latinos com batidas eletrônicas.
O show de Shakira já havia sido adiantado em meia-hora por precaução de uma forte chuva prevista para a noite paulistana. Com o novo horário, a cantora deveria entrar em cena às 20h, mas só apareceu para soltar a voz 50 minutos depois. Seu espetáculo seguiu o roteiro pré-definido da turnê, com ela chegando envolta numa espécie de turbante cor-de-rosa e caminhando pela beira do palco ao som da melancólica "Pienso En Ti".
Apoiada por uma banda de oito pessoas, Shakira só interrompeu seu rebolado para assumir o violão na balada "Inevitable" e na versão acústica para "Nothing Else Matters", do Metallica, e quando pegou a gaita para tocar em "Te Dejo Madrid". E refletiu em seu show o perfil multifacetado que define seu estilo, passando entre o irresistível reggaeton "La Tortura" e o flamenco de "Gypsy" ao eletrônico de "She Wolf".
No palco, Shakira veste o papel de mulher fatal e explode em sensualidade sem ser vulgar. Contorce o corpo em uma aula de dança do ventre que hipnotiza homens e mulheres. Quando ela sorri, as pessoas sorriem de volta. Quando ela dança, as pessoas querem dançar com ela. Seu carisma não é comprometido pela espontaneidade programada de discursos como "hoje estou aqui para satisfazê-los" ou "esta noite eu sou paulista", trocado pelo "gaúcha" que usou em Porto Alegre na terça-feira (15). Depois da tempestade, Shakira irradia a luz do sol.










0 comentários:
Postar um comentário